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Cotação do dólar encosta em R$ 3 e com expectativas de aumento


Dólar mais alto pressiona os preços no nosso dia-a-dia

Até o dia 4 de março, o dólar comercial teve este ano uma sequência de altas e baixas, que culminou com o valor de R$ 2,98. A cena política da véspera teve seus reflexos na cotação. Isso aconteceu depois que o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, devolveu à Presidência da República a medida provisória 669, exigindo que ela fosse substituída por um projeto de lei, com cláusula de emergência constitucional, para que os parlamentares possam analisar as medidas propostas. A principal delas trata de tributos que vão incidir sobre a folha de pagamento das empresas. A presidente cedeu, mas as consequências ficaram.

Com a alta do dólar o governo espera recuperar o superávit comercial em 2015. A situação da balança comercial tem mostrado os piores índices em décadas, com um déficit em fevereiro de US$ 2,84 bilhões. Apenas nos dois primeiros meses deste ano, o déficit foi de US$ 6 bilhões.

Agora a estimativa oficial é de que haverá superávit este ano, ou seja, o Brasil deverá exportar mais do que importa em 2015. A expectativa é de que a situação melhore depois da colheita da soja. Apesar das previsões de superávit comercial que também foram feitas em 2014, o resultado anual não cumpriu as expectativas e foi negativo.
O discurso de Joaquim Levy, ministro da Fazenda, é de que o dólar mais alto vai aumentar a competitividade das exportações do Brasil.

No cenário internacional, o dólar vem se mantendo à frente, com uma alta de 0,51% em relação à moeda australiana, 0,33% frente ao rand sul-africano, 1,02% em relação à lira turca e 0,45% diante do peso mexicano.

A alta do dólar faz com que os produtos brasileiros fiquem mais baratos no exterior, mas, por outro lado, encarece os produtos que o país precisa importar. Como o Brasil ainda é importador de petróleo, nos últimos dois anos o balanço da conta petróleo registrou um déficit de US$ 40 bilhões.

Quem mais vai sentir a alta do dólar no bolso vai ser o turista brasileiro ou aqueles que viajam a trabalho para o exterior. Mas a alta se reflete também como alta da inflação, que atinge a toda a população. Há uma estimativa de que temos 0,5% de inflação para cada 10% de aumento na moeda americana, considerando um período de tempo de 1 ano.

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Por ser essa uma estimativa, pode haver variação. Mas o cálculo mostra que, se nos 12 últimos meses o dólar subiu 20%, e nesse período tivemos 7,36% de inflação, então 1,0% desse índice é consequência direta da alta da moeda americana.

Os preços no dia-a-dia

O blog De Olho nos Preços, publicado pelo Estadão, mostrou quais os produtos que são os principais atingidos pela alta do dólar e que trazem o impacto da alta sobre a inflação.

A lista completa contém mais de 100 itens, desde alimentos no supermercado até componentes industriais. Mas podemos verificar uma lista mais resumida, de produtos que fazem parte do nosso dia-a-dia e que tiveram alta no período de um ano, segundo o IPCA:

– Peixes. Se você quer ter uma alimentação saudável e balanceada, os nutricionistas e médicos recomendam que coma peixes, não é? Pois é, você já deve ter notado o quanto eles estão mais caros, o aumento foi de 7,62% nos últimos 12 meses.
– Frutas secas e frutas de um modo geral, que ficaram 7,21% mais caras. E a recomendação para que façam parte da alimentação é constante.
– Leite, que teve alta de 6,68%.
– Batatas, processadas ou não, com aumento anual de 31,01%.
– Sucos preparados, que ficaram 6,32% mais caros.
– Molhos de tomate e ketchup. Muita gente compra os molhos prontos quando ocorre a alta de preço do tomate.
– Produtos de beleza, sendo que os cremes subiram 4,65% e os perfumes, 6,67%.
– Shampus para cabelo, com elevação de 5,13%.
– Pasta de tente e enxaguantes bucais, com alta de 6,13%.
– Produtos para barbear, como loção, espumas e lâminas, que ficaram 7,81% mais caros.
– Desodorantes, que subiram 8,86% nos últimos doze meses.
– Detergentes, que subiram 10,35% no último ano.
– Algodão, muito presente nas compras das famílias.

Dica para quem vai viajar

Com a alta do dólar, quem vai viajar ao exterior para turismo, trabalho ou estudo vai enfrentar uma nova situação, com margens mais apertadas para seus pagamentos. E a tendência é de continuidade da alta.

Segundo os especialistas, o dólar, até o meio do ano, poderá chegar a R$ 3,20.

A melhor atitude é comprar a moeda americana aos poucos, para fugir dos altos e baixos. Se a viagem for para breve, vai ser necessário comprar com o preço atual. Mas, com certeza, em seis meses o valor estará mais alto.

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