Os impactos do terrorismo e desastres naturais para o turismo

A insegurança nos destinos turísticos aumenta com a instabilidade política e catástrofes naturais. 

Os desastres naturais e atentados terroristas provocam um impacto na atividade turística e isso vem sendo notado em vários países onde eles acontecem, como o Nepal, a França, a Tunísia ou o Egito. As consequências se refletem na economia da região afetada e é importante conhecer a sua importância. Seus efeitos têm causas psicológicas e afetam tanto os turistas como os que vivem do turismo.

Um dos motivos mais comuns que provocam uma mudança no comportamento de turistas quanto à escolha de um destino para sua viagem é a catástrofe natural. Nesses casos, é a segurança no destino turístico que é abalada por desastres ambientais. As catástrofes são situações em que há uma condição excepcional, fora da normalidade e os comportamentos refletem essa condição. Mesmo um destino turístico extremamente valorizado e atraente, com uma grande demanda, após um desastre natural, passa a registrar uma queda expressiva no número de visitantes.

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As reações emocionais, com envolvimento pessoal, tem forte impacto na conduta das pessoas. Nessas ocasiões, as reações estão relacionadas com os valores pessoais. O medo tem uma grande influência nas atitudes e quanto maior o temor registrado, maior é o impacto nas condutas dos turistas, ao escolher um destino turístico.

Isso também acontece com atos de terrorismo. O 11 de setembro de 2001, com o ataque às Torres Gêmeas de Nova York, provocou um desastre para o turismo mundial. O número de turistas diminuiu em escala global e os rendimentos do turismo no mundo reduziram-se em 2,6%. Especialmente nos EUA, o turismo se reduziu em 13%. Todas as viagens aéreas foram afetadas, com grande número de cancelamentos.

Um dos efeitos registrados foi o aumento dos procedimentos de segurança para os voos, que passaram a exigir revistas, exames através de equipamentos detectores de metal, banimento de líquidos e produtos cortantes nas bagagens de mão, etc., o que provocou também o constrangimento dos turistas. O medo das viagens de avião passou a aumentar desde então.

Os impactos do terrorismo e desastres naturais para o turismo

Estudos realizados comprovaram que os atentados terroristas provocam mudanças mais fortes nas escolhas dos turistas por um determinado destino de visitação do que as catástrofes naturais, que levam a atitudes relativamente mais moderadas. Os eventos ambientais parecem ser vistos como pontuais e isolados. Já os atos terroristas, produtos da ação humana, levam à percepção de que o local é perigoso.

O turismo foi afetado pelo terremoto no Nepal

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O terremoto que ocorreu em 25 de abril de 2015 devastou o Nepal. Uma impressionante queda no PIB do país, da ordem de 9%, veio em seguida. O Nepal obtinha seu rendimento do turismo. O desaparecimento dos visitantes, depois do terremoto, levou a economia do país a uma crise sem precedentes.

Milhares de nepaleses vivem do turismo, que sustentava o país. Até 2014 a frequência era de 800 mil turistas estrangeiros, que visitavam o Nepal para estadias de ao menos 10 dias. Nesse período gastavam US$50 por dia. Para um país em que a renda per capita é baixa, a perda é catastrófica.

Depois do terremoto, o aeroporto de Katmandu se transformou em um caos, com a fuga de turistas. A maioria que iria para o país desistiu de embarcar e os que estavam no país cancelaram a viagem e aguardavam no aeroporto a oportunidade de sair do país. Como seria de se esperar, todas as reservas foram canceladas em muitas agências de viagem e a perspectiva para quem trabalha com turismo é de um longo período de dificuldades pela frente.

Com cidades que são consideradas patrimônio da humanidade, como Katmandu e Bhaktapur, a visitação atraia a venda de artesanatos e a lotação dos hotéis. Essa é uma realidade que deixou de existir.

Os impactos do terrorismo e desastres naturais para o turismo

O terrorismo que afetou o turismo na França

O massacre dos jornalistas do periódico Charlie Hebdo, cometido em Paris, por terroristas, no início de janeiro de 2015, provocou um impacto na economia, levando medo aos frequentadores do comércio e dos serviços.  Logo após o atentado, o varejo na França, que se preparava para a grande liquidação de inverno, registrou uma queda de 3% nas vendas.

Os hotéis enfrentaram cancelamentos nas reservas e seus clientes telefonavam, buscando informações sobre a segurança. O setor de turismo na França concentra 7% da economia, sendo que esse é o país mais visitado do mundo. Após um período em que a polícia conseguiu controlar a situação, e depois das várias manifestações da população em repúdio ao terrorismo, o ambiente voltou ao normal. A reação do povo, após um ataque terrorista, é determinante para que sejam amenizadas as consequências na economia.

Os ataques terroristas na Tunísia e o turismo

A Tunísia atravessou a Primavera Árabe e conseguiu voltar à normalidade. É um país onde as instituições voltaram a funcionar, no dia a dia não há violência. Com suas belezas naturais, diariamente navios repletos de turistas entram em seus portos. O turismo é um setor estratégico na economia do país, já que 20% de sua receita provém dos visitantes. A Tunísia dispõe de hotéis modernos em centros turísticos bem equipados.

Depois dos atentados terroristas cometidos no Museu Nacional do Bardo, em Tunis e o que aconteceu na praia de Sousse, o turismo na Tunísia foi grandemente abalado.

Depois desses eventos, o governo da Tunísia determinou que mil policiais armados passarão a vigiar as zonas visitadas, para tentar neutralizar o golpe que sofreu a indústria turística, que é vital para o país. Esses policiais reforçarão a segurança dentro e fora dos hotéis e em locais mais frequentados, como praias e sítios arqueológicos. Esse clima de ameaça logicamente provoca um ambiente que influi nas atitudes dos turistas e suas escolhas, por representar um temor que afeta as condutas.

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Portanto, o turismo é uma fonte importantíssima de receita. Não apenas na Tunísia, como em outros países árabes, antes da atual conjuntura de violência, a Líbia possuía grande visitação, bem como o Egito, bastante afetado atualmente, além da Síria e do Iraque, onde é o turismo deixou de existir.

Recomendações para o turista brasileiro em um contexto de vulnerabilidade

  1. Quando for ao exterior, certifique-se que seu passaporte está em ordem e se os vistos estão em dia.
  2. Antes de viajar, tire cópias de seu passaporte e de seu visto e deixe com alguém da família ou com amigos, eles poderão ajudar em uma emergência.
  3. Verifique se você tem uma cobertura de seguro para o exterior. É muito importante ter um seguro médico e com cobertura para despesas como evacuação médica e traslados para o Brasil.
  4. Informe-se sobre leis locais do país que for visitar. É importante que siga as regras locais e não afronte os costumes. Não exponha seu dinheiro, nem ostente joias que chamem a atenção.
  5. Não deixe bagagens desacompanhadas e não aceite se responsabilizar por bagagens ou pacotes de estranhos, isso pode ser muito perigoso, principalmente em aeroportos ou zonas de fronteira.
  6. Anote e leve consigo o endereço e o telefone do consulado brasileiro do país que vai visitar.
  7. Evite aproximar-se de protestos de rua ou aglomerações. Não reclame das normas de segurança que determinam a revista nos aeroportos, pois é a sua segurança que está em jogo.

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