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A educação financeira e ambiental para o turismo sustentável

Os entusiasmados com a atividade turística ficam fascinados com a ideia de que o turismo movimenta no mundo trilhões de dólares por ano, empregando milhões de pessoas. É atraente pensar que qualquer pessoa que disponha de algumas economias possa alcançar qualquer parte do planeta, para gastar em dólares, ou ainda conhecer mais do Brasil.

O turismo, assim como os demais setores da economia moderna, depende da apropriação e exploração da natureza e das sociedades locais que ainda mantém seus costumes tradicionais. Juntamente com o dinheiro, entretanto, os turistas podem trazer degradação ambiental e dos costumes. Pode-se afirmar, mesmo generalizando, que onde há turismo há degradação ambiental. Isto porque, onde o turismo é desenvolvido, há concentração de grande número de pessoas, que muitas vezes escolhem o lugar que vão visitar por critérios sem conhecer previamente suas peculiaridades, suas características ambientais mais fortes, tais como a vegetação, o relevo, a hidrografia, o povo do lugar e sua cultura, sua música, seus hábitos, sua culinária.

O que muitas vezes impera é uma grande superficialidade na relação com a natureza e com as populações locais. Depois de algum tempo, os locais que mais atraem turistas passam a apresentar diversas formas de degradação, que acabam por levar os turistas a escolher outro local, com características semelhantes, num círculo vicioso, onde o uso dos recursos financeiros se sobrepõe à importância da conservação ambiental de lugares únicos por sua beleza e importância.

Para muitos turistas, pelo que podemos avaliar pelo seu comportamento, o fato de estarem gastando dinheiro nas localidades lhes dá o direito de deixar seu rastro de lixo, de vandalismo e de desrespeito aos moradores locais. Há uma interpretação errônea e fútil sobre o poder do que o recurso financeiro pode comprar, sem que existam limites para o consumo e o comportamento. É preciso educação não apenas para a consciência econômica, mas também ecológica, no sentido de deixar o local visitado nas mesmas condições para que outros possam visitá-lo no futuro.

Em todos os setores da economia estão aparecendo, pouco a pouco, estratégias que incorporam a preocupação ambiental. No setor turístico, o ecoturismo vem sendo apontado como uma forma alternativa, que leva em conta o meio ambiente, afinal por que viajar? Viajar é viver! No entanto, estes avanços não significam que o consumidor e turista esteja realmente transformando seus hábitos para a sustentabilidade das belezas naturais.

A educação ambiental, que atua para diminuir o distanciamento e o descompromisso do homem moderno em relação à natureza, precisa difundir uma mudança também nas relações sociais e com o dinheiro. Por esse motivo, educação ambiental deve ser também educação financeira, ao mesmo tempo em que a educação financeira deve ser ambiental.
A paisagem se deteriora com o exercício da atividade turística das mais diversas formas, evidentes ou não. A transformação dos espaços naturais para implantação de edificações é uma delas. Além de, muitas vezes, deformar a paisagem, tendem a privatizá-la,como no caso das praias, tornando-as, muitas vezes, inacessíveis aos frequentadores em geral. Em outros casos, a construção de edificações dá origem a processos erosivos de difícil contenção, provocando a degradação do solo.

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O turismo dá, também, início ao processo de especulação imobiliária, que, ao valorizar novas áreas, faz com que suas características ambientais se tornem completamente secundárias. As localidades tem dificuldades em solucionar os problemas de saneamento básico, pois a demanda sobre estes serviços é multiplicada, em épocas de temporada e fins de semana prolongados. É difícil organizar a coleta de lixo, que fica disperso por várias áreas sem um tratamento adequado porque muitas vezes é impossível estabelecer um local para a sua deposição.

A desconsideração dos elementos culturais locais no desenvolvimento de atividades turísticas está relacionada à degradação ambiental gerada na localidades turísticas, podendo encontrar-se exemplos semelhantes por todo o mundo. As comunidades nativas conhecem muito bem as características ecológicas do meio natural e seu limite de saturação. Sua participação ativa pode orientar a sustentabilidade da atividade turística e assim elas poderão ser beneficiárias do turismo.

O desenvolvimento integrado do turismo traz vantagens para o turista, que poderá conviver com interesse e respeito com as pessoas do lugar, olhar com atenção para o meio circundante, aprender com isso, conhecer os costumes locais, através do contato pessoal e assim extrair da viagem o melhor que ele pode conseguir pelos recursos financeiros que ali aplicou.

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