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Quem foi para Portugal, perdeu o lugar”, será verdade?

O antigo ditado “quem foi para Portugal perdeu o lugar” ainda funciona? É grande número de brasileiros que foram em busca de estabilidade financeira e segurança e agora voltam e precisam se readaptar ao Brasil.

Segundo publicação de agosto deste ano, está em alta o número de brasileiros que querem voltar de Portugal. Os entrevistados que buscaram estabilidade financeira e segurança declaram que “não era como imaginava”. Mais de 85 mil brasileiros foram levados pela esperança de estabilidade financeira e segurança em Portugal, com a facilidade de poder falar o mesmo idioma. A maioria imaginou que seria fácil exercer a própria profissão, mas acabou com dificuldades até de sobrevivência.

Quem foi para Portugal, perdeu o lugar”, será verdade?

Imagem: Vortexmag

Existe uma alternativa utilizada por aqueles que querem voltar para casa, mas não têm nem mesmo o dinheiro para a passagem, o Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração (Árvore), que faz parte da Organização Internacional para Migrações (OIM) e é ligada ao governo português. O órgão financiou a viagem de volta de 1.639 brasileiros. O total de brasileiros morando em Portugal corresponde a 20% dos estrangeiros, mas é a nacionalidade que mais pede auxílio para voltar para casa, com um total de 86% dos pedidos.

O imigrante que consegue o auxílio para voltar não pode mais regressar a Portugal por um período de três anos. Em 2013, foram 593 viagens pagas pelo programa da OIM. Esse período foi caracterizado pelo auge da crise portuguesa. No entanto, o número diminuiu em seguida, para aumentar a partir de 2017, quando 232 brasileiros voltaram. Em 2018, 222 brasileiros voltaram, até o mês de junho.

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Imagem: Veja

Crise econômica fortalece o sonho

A crise econômica no Brasil fez com que os brasileiros redescobrissem Portugal, que no imaginário da classe média passou a ser um tipo de Eldorado da segurança e abundância. Foram 4 mil autorizações dadas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras português, de 2016 a 2017, para brasileiros, que atualmente formam a principal comunidade estrangeira, com mais de 85.426 membros.

Esse número diminuiu ligeiramente em relação a 2014, quando a comunidade era de mais de 87 mil pessoas. Mas há estimativas de que o total de brasileiros seja ainda maior, porque há milhares no país com passaporte italiano, que entraram no país com cidadania europeia, além dos imigrantes ilegais, que chegam com visto de turista e vão ficando.

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Imagem: Webluxo

Para muitos a volta ao Brasil é inevitável

Os turistas que se aventuram a ficar tentam trabalhar em ocupações informais, sem salário fixo, o que muitas vezes os conduzem à total inadimplência e à situação de ter que pedir à OIM para voltar ao Brasil. A organização registra que são pessoas que pedem apoio depois de uma estadia curta, desempregados, que encontraram dificuldades para regularizar sua situação e não conseguem se manter no país. A maioria tem escolaridade de nível médio. A OIM fornece a passagem para o Brasil, a regularização dos documentos e dá um auxílio de 50 euros para despesas durante a viagem.

A principal causa para as dificuldades econômicas e de adaptação ao país é a falta de informação e planejamento. Há brasileiros que chegam a Portugal com a data da volta na passagem marcada para a semana seguinte. Ao permanecerem, perdem o prazo e quando querem reagendar o valor é muito alto. Não se aconselha a aventura sem que se tenha a documentação necessária, porque os que não têm documentos em ordem são explorados com remunerações mais baixas. Quem passa por isso chega à constatação de que são privações desnecessárias para quem no Brasil vivia uma vida digna, com emprego, casa e laços familiares de apoio.

Quem foi para Portugal, perdeu o lugar”, será verdade?

Imagem: Observador

Ficar ou voltar – alguns motivos

Para alguns brasileiros, voltar foi uma decisão inevitável, mas isso não quer dizer que não valha a pena ter uma nova vida em Portugal. Apesar de um grande número não se adaptar, há muitos brasileiros que estão em Portugal há bastante tempo e não pensam em retorno ao nosso país. Existem motivos particulares, que dependem do contexto individual, das expectativas criadas, da família do origem, da cultura da região do Brasil que está na origem de cada um. São fatores que criam obstáculos para adaptação em Portugal ou em qualquer outro país.

Eis alguns dos motivos que fazem os brasileiros decidirem voltar ao Brasil:

1 – Alimentação

A alimentação é uma das coisas que mais costumam influenciar a dificuldade de adaptação no exterior. Os europeus comem muita carne de porco e peixes, para quem não é fã desse tipo de alimentação, os obstáculos começam por aí. Esqueça o churrasco, tão comum no Brasil, porque a carne bovina é muito cara. É preciso também esquecer os quitutes tipicamente brasileiros, como pastel, açaí, farofa, pizzas com tudo, frutas e verduras tipicamente brasileiras, leite condensado para fazer brigadeiro, doces como goiabada e muito mais. Algumas coisas são encontradas em lojas para brasileiros, mas são bem caras. A comida sempre está associada a lembranças, mesmo da infância, então a ausência do que se está acostumado a comer costuma ser um fator de depressão.

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Imagem: O porto

2 – O inverno rigoroso e o alto verão seco

Para quem gosta das praias, piscinas e atividades ao ar livre, o clima em Portugal pode ser uma novidade difícil de aceitar. Depois da primavera deliciosa, vem um verão seco com altas temperaturas. Somente no outono começam as chuvas e elas permanecem por todo o inverno.

3 – Inverno na região central de Portugal

Na região central e montanhosa de Portugal o frio é rigoroso, com chuva e neve. As atividades voltadas para o turismo fecham as portas até a primavera. Em muitas cidades de pequeno porte não há o que fazer, a não ser ficar em casa assistindo filmes.

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Imagem: publico

4 – Saúde pública

Apesar de serem muitos os que fazem propaganda da excelência do atendimento do sistema de saúde português, há relatos de que, quando se precisa, em certas localidades não há médicos disponíveis. Muitas vezes são os farmacêuticos que acabam por resolver os problemas, desde que não sejam graves.

5 – Sociabilidade

A interação social que se dá no Brasil, onde se puxa papo com qualquer pessoa, na fila do ônibus ou no supermercado, em Portugal ocorre de forma diferente. Dependendo do trabalho, se não for diretamente com o público, seu contato social se restringe a um cumprimento rápido, e conversas com a família no Brasil por Skype. Além disso, existem grupos de brasileiros, mas com interesses diversos. Amigos verdadeiros com afinidades e gostos semelhantes são difíceis de fazer.

6 – Distância da família

Muitos brasileiros passam a dar valor às coisas que tinham no Brasil quando estão distantes. É a proximidade da família e dos amigos é uma delas. A saudades e a necessidade de ter informações sobre os entes queridos fazem com que os contatos pela internet sejam mais frequentes do que quando se mora a poucos quilômetros de distância.

De volta ao Brasil, a dificuldade passa a ser se acostumar com o rigoroso esquema que é necessário ter para garantir a segurança pessoal e do patrimônio, com grades, cadeados e muito cuidado ao sair de casa e andar nas ruas.

Para quem volta, a saudade da vida em Portugal é inevitável. O que fica para o brasileiro que buscou outras alternativas de vida é a certeza de que a experiência é muito valiosa e engrandece, seja qual for tenha sido o resultado. Tanto para novos rumos no Brasil, como para quem pensa em tentar migrar novamente, há um aprendizado que fará toda a diferença.

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