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Veja o que é preciso saber para viajar de carro pelos países do Mercosul

Quais são os cuidados e documentos necessários para viajar de carro na América Latina

O Mercosul (Mercado Comum do Sul) é o tratado que estabeleceu a zona de livre-comércio, com uma política comercial comum, entre os países membros, a Argentina, o Brasil, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela. Atualmente está em fase de elaboração a entrada da Bolívia no bloco. Os países membros adotam uma política de crescente integração da América Latina, para benefício e fortalecimento de seus mercados.

Brasileiros podem viajar de carro por um belíssimo roteiro que inclui a Argentina, Bolívia, Peru, Chile e Uruguai. O Peru e o Chile não pertencem ao Mercosul, mas são parte obrigatória do roteiro terrestre, ao conectar os demais países.

Para essa viagem você vai precisar da carteira de identidade para os países do Mercosul e passaporte para a Bolívia, Peru e Chile. A Carteira de Habilitação Nacional (CNH) brasileira é aceita nos países que fazem parte do bloco. A Carteira Internacional de Habilitação somente é exigida na Colômbia.

Alguns equipamentos desconhecidos dos brasileiros são necessários, como correntes para os pneus, utilizadas para trafegar na neve. Mesmo no verão, se você for atravessar trechos dos Andes elas podem ser necessárias. Na Argentina não são aceitos “insulfilms” que impedem a visão dos ocupantes do veículo e os policiais costumam parar quem estiver em desacordo com essa lei.

O seguro do carro precisa ser específico. É preciso comprar o Seguro Carta Verde, o seguro obrigatório para terceiros, com períodos de cobertura variáveis, conforme o tempo da sua viagem. A seguradora de seu veículo deve ser consultada para saber se o seu seguro é válido para os países de destino.

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Providencie o seguro Carta Verde

Esse é um seguro obrigatório para quem vai viajar de carro pelo Mercosul. Destina-se apenas a cobrir acidentes com terceiros, ou seja, indeniza a quem sofreu o acidente e não quem provocou o acidente. A cobertura abrange morte e danos pessoais, despesas médicas e hospitalares ou danos materiais. Também cobre honorários advocatícios para o segurado e despesas processuais, caso sofra ações penais.

A Carta Verde é fácil de ser obtida, mediante a apresentação dos documentos do condutor e do veículo. Pode ser providenciada também fora do Brasil com facilidade. O custo vai variar de acordo com o país. Se você for para o Paraguai, ela sai por US$25 por um período de um mês. No Brasil, pelo mesmo período, você vai pagar US$100. Após esse período você pode renovar onde você estiver.

Em qualquer opção de roteiro, a completa revisão do veículo é obrigatória antes de pegar a estrada. Na Argentina, é preciso ter dois triângulos de sinalização, extintor de incêndio, cabo para eventual reboque, além das correntes para pneus. Na fronteira entre a Argentina e o Chile a guarda é bastante exigente, tendo em vista que no inverno não é possível cruzar a Cordilheira sem os equipamentos adequados.

O seguro auto que dá a maior tranquilidade para esse tipo de viagem é o que conta com cobertura internacional. Sem dúvida, a viagem vai se tornar segura e muito mais proveitosa. Viajar de carro é uma aventura, mas nunca se pode esquecer o seguro.

O pacote de seguro para a viagem é mais caro, mas não há outra forma de ficar protegido. Fora do Brasil, o DPVAT não cobre os acidentes eventuais. Depois de cruzar a fronteira, caso ocorra algum acidente, só haverá cobertura se isso estiver na apólice.

Se o seu seguro tem cobertura nacional, você pode solicitar uma extensão para a seguradora, com um documento que declare essa validade fora do país, o que será muito útil, caso isso seja exigido pelos policiais. No Peru, por exemplo, sem o Seguro Carta Verde você precisa comprar o Seguro Obrigatório contra Acidentes de Trânsito, SOAT.

Documentos do veículo para viajar

Os documentos obrigatórios do veículo exigidos são o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo, original. Se você for utilizar o carro de outra pessoa, vai precisar de uma autorização do proprietário autenticada em cartório.

Além do comprovante de propriedade do carro, você deve providenciar uma certidão negativa do Detram, que é fornecida pelo site, atestando o histórico do condutor e a inexistência de processo contra ele. Entretanto, a versão impressa é mais aceita em algumas aduanas estrangeiras. O melhor é providenciar o documento impresso no Detran de sua cidade, geralmente ele fica pronto em 48 horas.

Apesar da aceitação da CNH em outros países da América Latina, você pode providenciar a PID – Permissão Internacional para Dirigir, que é a tradução da CNH para outras línguas, no caso o Espanhol. Ela facilita o seu diálogo com autoridades locais. Também pode ser obtida no Detran ou num Centro de Formação de Condutores.

Início da viagem pela Argentina e seguindo para a Bolívia

A saída do Brasil se dá pelo noroeste da Argentina. É preciso permanecer algum tempo nesta região montanhosa, antes de passar para o próximo destino, as grandes altitudes da Bolívia. Assim o organismo de adapta aos poucos e as belezas naturais da Argentina também são um atrativo especial.

 

Noroeste da Argentina

Noroeste da Argentina

A fronteira entre a Argentina e a Bolívia fica em La Quiaca e Villazón, com aduanas integradas. O atendimento burocrático é demorado e não se sai antes de pelos menos 1 h e 30 min. É preciso ter a documentação do veículo e dos ocupantes do carro. As etapas da burocracia incluem o atendimento na imigração argentina, para registrar a saída do país, e na aduana argentina, para registrar a saída do automóvel. Às vezes, o carro é revistado. Em seguida, é preciso registrar os viajantes na imigração boliviana e registrar a entrada do carro na aduana boliviana.

A permissão para trafegar na Bolívia é a “Declaracion Jurada”, fornecida pela aduana e indispensável para o veículo e solicitada por policiais rodoviários. Nos pedágios há postos policiais e é preciso mostrar o documento, pagando-se o pedágio e uma taxa para a polícia. Se você for permanecer mais de 3 meses na Bolívia é preciso contratar a SOAT, um seguro que dá cobertura para danos pessoais, caso ocorra um acidente de trânsito. É equivalente ao DPVAT no Brasil, sendo obrigatório para os veículos bolivianos.

Viajantes brasileiros que fizeram o roteiro recentemente relatam que as estradas da Bolívia estão em ótimas condições, surpreendentemente. Por isso os pedágios são muito frequentes, apesar de serem baratos, com taxas ao redor de 8 bolivianos.

Entre a fronteira, Villazón, e a capital La Paz as estradas são asfaltadas. Entre Oruro e La Paz são duplicadas e em excelentes condições.

La Paz

La Paz

 

Após passar em Potosi, a serra vai se tornando bem difícil, com subidas e descidas muito íngremes, que exigem que o carro esteja em muito boas condições quanto a freios e embreagem.

A chegada a La Paz surpreende o visitante, pois é uma cidade diferente das cidades grandes conhecidas, apesar de já contar com mais de 2 milhões de habitantes. La Paz conserva sua personalidade rural e a cultura quéchua.

Sua geografia é extraordinária. Localizada em um vale é rodeada pelas altas montanhas de Cordilheira dos Andes. Em La Paz existem áreas residenciais mais baixas, que estão a 3.100m de altura e outras, como El Alto, que estão a 4.058m. Por esse motivo é a capital mais alta do mundo e se o visitante não se movimentar com cuidado poderá passar mal. Sua paisagem urbana é única no mundo.

Se você visitar La Paz de carro prepare-se para um trânsito caótico. As ruas são muito íngremes, de difícil acesso. As buzinas são tocadas o tempo todo, como forma de comunicação entre os motoristas. Há muitos taxis, vans e microonibus. A maioria dos  seguros não cobrem a estadia de carro na Bolívia e dentro da capital La Paz andar de taxi é bem conveniente, sobretudo porque são bem baratos.

Centro de La Paz 

Centro de La Paz

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