Cote
aqui o seu
Seguro Viagem!

Cote aqui o seu Seguro Viagem!

Cote em 30 segundos e compare as melhores opções:

Vamos para onde?

Solicitar

Alta do dólar e o turismo: será que ainda se pode sonhar em viajar para o exterior?

Com a moeda brasileira desvalorizada, quem planeja as férias está pensando duas vezes antes de escolher destinos antes acessíveis, como Europa e Estados Unidos

Com a alta do dólar frente ao real, que aconteceu em 2015, as lojas de Nova York, que tinham contratado funcionários especialmente para atender brasileiros, estão dispensando essa mão de obra.

Os brasileiros, até 2014, eram o terceiro grupo de estrangeiros a visitar as lojas da cidade. A loja da Prada tinha 3 vendedores falando português, a Macy`s, Louis Vuitton, Abercrombie e a Prada tinham um funcionário, agora eles não são mais vistos, deixaram de ser investimento para as empresas. Os vendedores que trabalhavam nas lojas americanas estão voltando para casa. Se antes bastava visitar lojas de marcas famosas como Apple, Polo Ralph Lauren, Tommy Hilfiger e Nike para ver o quanto estavam repletas de brasileiros, agora eles desapareceram.

A alta do dólar nos últimos meses está tendo um reflexo significativo no número de brasileiros que costumavam viajar para a Flórida, principal destino escolhido pelas famílias.  Visitar a Disneyworld e fazer compras nos outlets de Miami era o sonho de viagem dos brasileiros até bem pouco tempo. Em janeiro de 2013, com o dólar cotado a R$1,99, o sonho estava bem próximo de se tornar realidade. Com a alta do dólar, que em setembro bateu os R$4,00, o desejo está sendo frustrado para aqueles que sonhavam em conhecer Orlando e Miami.

Se forem observadas as quantias que os brasileiros gastavam no exterior e o que gastam agora, teremos uma ideia da redução do turismo internacional. Segundo o Banco Central, no primeiro semestre de 2015 os brasileiros gastaram R$10 bilhões no exterior, o que representa o menor resultado desde 2010, com uma redução de 20% em relação ao primeiro semestre de 2014.

O dólar chegou em setembro a sua maior cotação dos últimos dez anos e o impacto é imediato para o turismo. E, sem dúvida, o maior gasto agora não é com a passagem, mas com o consumo que o turista faz nos países estrangeiros. Aumentam os preços dos hotéis, os aluguéis de carro, o transporte e a alimentação tudo fica muito mais caro em uma viagem ao exterior, porque a cotação dos preços é em dólar.

#PARTIU FÉRIAS? NÃO ESQUEÇA DO SEGURO VIAGEM

Qual é o seu destino de viagem?

Solicitar

Alta do dólar e o turismo: será que ainda se pode sonhar em viajar para o exterior?O turismo no Brasil passou a atrair cada vez mais brasileiros. Com a ressalva de que o turismo no Brasil ainda não é competitivo em relação ao exterior, comparando o custo-benefício das duas opções, as viagens no Brasil parecem ter custo mais elevado. Até o final do primeiro semestre de 2015, mesmo com dólar alto, muitos ainda preferiam viajar para o exterior por achar viagens nacionais mais caras.

A Abav Nacional (Associação Brasileira das Agências de Viagens) afirma que a alta do dólar está provocando mudanças e uma delas é que o turismo interno tem aumentado. As agências estão promovendo pacotes com desconto e alguns resorts no Brasil estão até mesmo com lista de espera. 

Ainda há quem pretende viajar para o exterior

Segundo levantamento feito no primeiro semestre de 2015, 49,1% dos entrevistados pretendem continuar viajando para o exterior, mas que será necessário diminuir as viagens e fazer opção por destinos mais baratos. Dentro dessas condições, 75% pretendem continuar viajando para o exterior.

De acordo com a pesquisa, 12% dos participantes pretende dar preferência a viagens dentro do Brasil e apenas 4,2% afirmaram que a alta do dólar não afetará suas opções de viagem. Entretanto, 4,77% deixarão de viajar por conta da alta da moeda americana.

As viagens nacionais são caras e falta infraestrutura competitiva

Os turistas que viajam pelo Brasil se defrontam com os altos preços das passagens. Os deslocamentos entre as regiões sul e sudeste para as regiões norte e nordeste chegam a custar bem mais do que as viagens internacionais para a América Latina e o Caribe. Além disso, os preços dos hotéis e resorts são mais altos. Dessa maneira, o Brasil continua sendo mais caro para visitar do que a Argentina, Uruguai, Peru e Chile.

Outros fatores de desvantagem apontados são:

– falta de segurança nos locais visitados

– falta de honestidade no atendimento ao turista

– estradas deficientes

– estrutura turística deficiente, inclusive nos aeroportos

– poucas opções de voos

A crescente desvalorização do real faz com que o número dos que optam pelo Brasil seja crescente, mesmo considerando os problemas encontrados em hotéis, restaurantes e passeios, ou a sensação de ser explorado na compra de itens básicos, necessários durante a viagem.

A ideia de que o turista é alguém com dinheiro e que se pode aproveitar para explorá-lo é um fato em muitos destinos no Brasil. Enquanto não houver a consciência de que o turista merece ser bem tratado para que volte no futuro e recomende o destino a outras pessoas, o turismo no Brasil ainda capta um volume menor de visitantes do que poderia, em comparação com destinos internacionais. A viagem pelo Brasil ainda é por falta de condições de fazer frente ao custo proibitivo da viagem internacional. 

Os efeitos são diferentes para classe média e classe alta

Os gastos da classe média no exterior são os que têm sido mais afetados, principalmente os que costumavam fazer cruzeiros pela costa brasileira e internacional.

Segundo a Abav Nacional a alta do dólar não afetou a classe alta. Também a Go Consultoria diz que o turismo trabalha com diferentes perfis de consumidores. As companhias aéreas, para se adaptar às mudanças no câmbio, fixaram os seus preços, melhorando os valores, para não ter que repassar o novo preço às passagens. A classe alta não está sendo impactada porque se adaptou, diminuindo o número de viagens. Que fazia antes cinco viagens ao exterior, agora faz quatro. O turista que busca sempre qualidade não foi afetado pelas recentes mudanças no câmbio.

Dicas para diminuir o custo com passagens aéreas internacionais

– Com o dólar alto e a instabilidade cambial há uma demora para os passageiros se decidiram na compra de passagens, o que força as companhias aéreas a fazerem promoções à medida em que a data do voo se aproxima. As empresas precisam de ao menos 60% de ocupação da aeronave para terem lucro.

– Ajuda muito se cadastrar em um site de companhia aérea. As promoções começam a aparecer quando faltam um ou dois meses para a viagem. Mas esperar mais do que isso é arriscado. A Air France e KLM chegam a oferecer algumas passagens a US$ 699 para Berlim e Hamburgo, via Paris e Amsterdã, em compras feitas às quartas-feiras.

– A antecedência mais conveniente para viagens internacionais é de três a quatro meses antes da partida. Até seis meses antes é o período em que se pesquisa o preço normal da passagem, para avaliar as promoções posteriores.

– Agências virtuais, como Decolar e Submarino Viagens ajudam na hora de encontrar as melhores tarifas. Também mandar alertas quando o preço fica mais barato.

– Tenha datas flexíveis na hora de comprar uma passagem. Elas costumam ficar mais baratas às terças e quartas feiras e a diferença pode chegar à metade do preço. As mais caras ficam para as sexta feira, domingo à noite e manhãs de segunda.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.